Inquérito sorológico de Covid-19 na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, Brasil, 2020

  • Vaccine preventable diseases
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Antecedentes:
O conhecimento da situação epidemiológica da Covid-19 em ambiente prisional é importante e desafiador durante a pandemia, principalmente, na tomada de ações de prevenção e controle assertivas no combate à doença. Em agosto de 2020, duas internas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF) foram confirmadas para SARS-CoV-2. Para conhecer a situação epidemiológica da doença e elaborar estratégias de enfrentamento, foi conduzido um estudo para estimar a soroprevalência nas pessoas privadas de liberdade (PPL) e nos profissionais.

Métodos:
Realizou-se um estudo transversal, entre agosto e setembro de 2020, por meio de um censo com os profissionais (segurança, saúde e terceirizados) e uma amostragem estratificada proporcional com PPL. As fontes de dados utilizadas foram primárias, com questionários semiestruturados e secundárias, por meio de prontuários. Utilizados testes rápidos (Acro Biotec®) e o RT-qPCR em tempo real. Para análise, utilizou-se medidas de frequência absoluta e relativa, de tendência central e de dispersão, através do software EpiInfo 7.2. Para correção da prevalência, utilizou-se o método Bayesiano.

Resultados:
Foram avaliados um total de 469 pessoas, e 116 foram confirmados. A prevalência corrigida para as PPL foi de 63/116(19,7%; IC95%:12,7-27,8) e para os profissionais foi de 53/116 (33,9%). Quanto as práticas das medidas de prevenção dos casos confirmados da PPL, 49/63 (77,7%; IC95%: 56,3-99,2) utilizavam máscara durante o banho de sol e 8/63(12,6%; IC95%: 0,0-31,4) na cela; 52/63 (82,5%; IC95%: 56,3-100,0) lavavam as mãos durante o dia. Quanto aos profissionais confirmados, todos utilizavam máscara durante o expediente e 37/53 (69,8%) na escolta; 51/53 (96,2%) referiram o uso do álcool em gel e 51/53 (96,2%) referiram realizar lavagem das mãos.

Conclusões:
A prevalência encontrada em profissionais foi maior do que na PPL, provavelmente, pela exposição dessa população fora do ambiente de trabalho; fato importante na atuação da cadeia de transmissão da doença. Recomenda-se o fortalecimento das medidas de prevenção, principalmente aos profissionais, isolamento para os internos(as) e afastamento para os profissionais reagentes.

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